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 Artigo
Data: 14/11/2017
Título: 14.275 - QUARENTA ANOS NA DEFESA DOS IDOSOS
Conteúdo:
ARTIGO SESC Médico aposentado de 86 anos, estudei no Colégio Arquidiocesano da Capital, até 1943. Em 1939, meu pai pressentindo que teria pouco tempo de vida, comprou uma pensão em Santos, a prestações, e só conseguiu pagar a primeira, falecendo e deixando minha mãe viúva e com quatro filhos para criar. Foi uma época muito difícil: a pensão só tinha hóspedes nas temporadas. Minha irmã mais velha entrou para um convento. Outro irmão foi trabalhar numa firma atacadista, eu e meu irmão menor só ajudávamos na pensão, servindo as refeições e arrumando os quartos, quando as empregadas faltavam. O resto, sobrava para minha mãe que vivia cansada, por tantos serviços: cozinhar, lavar, passar, etc. Em 1945 trabalhei em vários empregos mas em todos eles, ganhava apenas o dinheiro da condução: firma atacadista de cereais, vendedor de um sabão líquido (novidade naquele tempo), para hospitais e hotéis. Acompanhava minha mãe na feira (para carregar as compras) e toda a semana ia a São Vicente, nas casas dos pescadores, pois lá, além de ser mais barato, era fresco (os hóspedes queriam comer peixe nas refeições). Eu estava com a vida mansa, não trabalhava, não tinha emprego fixo e passava as manhãs inteiras na praia e à noite eu ia para o Gonzaga jogar snooker e tomar cerveja até altas horas da noite. Levantava da cama por volta do meio dia e ia para a praia. Fui gerente de uma livraria, na Praça Rui Barbosa, no centro de Santos, onde ganhava uma pequena comissão sobre os livros vendidos, o que não era grande coisa, mal dava para pagar o almoço e a condução. Ao afinal, larguei os empregos e fui matriculado no Colégio Estadual Canadá, onde cursei o primeiro colegial. Em 1946, exatamente no dia que eu fazia dezoito anos, minha mãe arrumou uma mala e disse “meu filho, vai para São Paulo arranjar um emprego, porque eu não tenho dinheiro para sustentar vagabundo” No hora eu não entendi o que ela estava fazendo, anos mais tarde eu percebi que ela tinha feito para meu próprio bem. Em São Paulo, o começo foi muito difícil. No começo fui dormir em baixo de uma escada na casa de uma tia da minha mãe, no Jardim São Paulo, no alto de Santana. Saia de manhã procurando emprego. Fiz várias entrevistas e consegui ser admitido no Banco Holandês Unido, como datilógrafo. Esse emprego eu consegui por recomendação de um antigo amigo de Santos. Em seguida, passei por diversos empregos: Sidney Ross, CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos, no escritório no Brás. Fui morar numa pensão, na Rua Santo Antonio, onde aluguei uma vaga num quarto com seis camas. No inverno, forrávamos a cama com jornais, já que não tínhamos cobertores. O banheiro era um só, com chuveiro frio e tínhamos que levantar bem cedo, para não chegar atrasados no emprego. Fazíamos nossas refeições numa pensão próxima. No quarto havia porteiros de bancos, garis e um funcionário de uma empresa de câmbio. Logo percebi que eu precisava estudar para conseguir empregos melhores. Aos domingos, na pensão só dava almoços. Só íamos comer o mais tarde possível. À noite íamos para uma lanchonete, chamada de dois porquinhos, no centro. Lá havia um luminoso onde dois porquinhos disputavam a mesma salsicha. Nas sextas feiras à noite, nós íamos assistir um concerto de música clássica, no auditório da Radio Gazeta, onde a entrada era gratuita. De vez em quando, se tínhamos algum dinheiro, tomávamos o trem para Santos, na segunda classe. Quando inauguraram a Vida Anchieta, em 1947, preferíamos os ônibus, que saiam de quinze em quinze minutos. Em 1948 prestei concurso publico, fui aprovado, na Câmara Municipal deSão Paulo e não imaginei como seria importante esse emprego para eu cursar medicina. Além da Câmara trabalhei em outros lugares: empresa de medicina de grupo, como diretor, também no Pronto Socorro Infantil Agua Branca como sócio. Nele eu fiz uma ampliação, comprando a casa vizinha e dobrando a capacidade de internação e organizei a farmácia, com medicamentos de uso imediato. No Hospital Infantil Darcy Vargas fui plantonista, me aposentando em 1983. Na Câmara, fiz carreira, chegando ao cargo de Diretor do Departamento de Saúde, em 1983. Antes de eu assumir, o Departamento só atendia casos simples, como gripes, resfriados, distúrbios gastro-intestinais, etc. Era o que se chamava a “rebocoterapia”, os casos mais complicados eram postos na ambulância e encaminhados para pronto socorros 0e hospitais próximos. Eu, com a ajuda de alguns colegas comissionados da Prefeitura, o DEPARTAMENTO FOI COMPLETAMENTE reformulado: adquirimos um aparelho de radioscopia, esteira motorizada para verificar a condição cardíaca dos funcionários, seus dependentes e os admitidos. Cada funcionário fazia uma avaliação da sua saúde, quando os casos mais graves, eram feitos em laboratório contratado. Comecei a controlar a qualidade da água, tanto nos botijões dos bebedouros, como nas torneiras. As amostras coletadas eram encaminhadas ao laboratório de análises. Foi constatada a presença de bacilos coliformes, que podem causar infecções gastro-intestinais. Avisei o Presidente Marcos Mendonça que autorizou o fechamento da Câmara por uma semana, para que fosse feita limpeza das caixas de água e dos galões de água servida nos 16 andares. Um amigo meu, Claudio Manfrini, diretor da Sabesp me ajudou na tarefa. Daí em diante, continuamos a fazer exames periódicos da qualidade da água. Em 1989, após 41 anos de trabalho, me aposentei. O Vereador Eduardo Suplicy, Presidente da Câmara me chamou ao seu gabinete, para fazer um pedido para que continuasse no cargo. Recusei e fui aposentado. Meus sonhos compreendiam viagens, teatros, cinemas e outras diversões. Foi aí que eu me dei mal: eu, que não tinha tempo para nada, agora todo o tempo do mundo para não fazer nada... Fiquei muito deprimido e acabei, consultando um colega psiquiatra que receitou e melhorei um pouco, mas sentia um vazio dentro de mim, eu não sabia o porque. Foi então que minha filha mais velha, que trabalhava num Parque Municipal, perto de casa me disse que estava ocorrendo no parque, um curso para cultivo de orquídeas. Ela pediu que eu fosse lá, para falar alguma coisa sobre saúde, já que a maioria era de idosos. Aceitei o convite e fui, no dia e hora marcados e falei alguma coisa sobre alimentação, sedentarismo, moléstias crônicas dos idosos, etc. Eles gostaram e me pediram que eu dividisse a palestra por assunto. Uma vez por semana eu compareci e falava sobre um assunto. Foi dessa maneira que nasceu o ciclo de palestras “Envelhecendo com Saúde”, com dez temas. Algum assistente, que pertencia a outro grupo de idosos. Pediu que eu fosse no grupo para falar sobre o tema. Daí a pouco eu estava com vinte e dois grupos de idosos, inclusive de duas favelas próximas: Paraisópolis e Jardim Colombo. Rara era a tarde que eu não ia a um grupo da minha região. Nesse andar, uma coordenadora de um grupo falou que na Zona Leste, havia um padre Ticão, que tinha conseguido várias melhorias para os idosos da região. Ela me deu o telefone do padre e eu marquei um encontro. Para chegar até lá atravessamos praticamente a cidade inteira. Foi comigo um amigo, também idoso, o Juca. Lá chegando fomos muito bem recebidos pelo Ticão que, de início foi nos mostrar algumas das conquistas dos idosos, sob sua chefia. Fomos no carro dele, um velho Fiat. Em primeiro lugar ele nos levou ao Largo de São Miguel, onde ficava o Centro de Referência da Região Leste. Nele o idoso era examinado por vários médicos e recebia todos os medicamentos que precisava. O prédio foi projetado e construído para as finalidades que fosse um imóvel muito bom. Em oito andares, todos eles envidraçados, com elevador panorâmico com paredes envidraçadas e os passageiros podiam apreciar a vista do Largo de São Miguel. No CRI Leste havia uma filial do Poupa Tempo, onde o idoso podia tirar documentos na hora, fazer os pagamentos de contas, tirar fotos para documentos e uma série de outros serviços. Em seguida ele nos levou para conhecer a Casa Tereza Bugolim, construída com contribuições da comunidade. O atendimento era de todos os dias da semana, exceto sábados e domingos. O idoso chegava lá pela manhã, trazido por um membro da família. Ele ficava o dia inteiro e à noite a família ia buscá-lo. Com isso o idoso não permanecia só em casa, pois a família saia para trabalhar, os netos iam para a escola e ele subia em escadas , mexia com facas e podia inclusive queimar-se ao mexer no fogão. Na Casa Teresa Bugolim ele tinha várias distrações: jogo de bochas, barbeiro, cabelereiro, manicura, etc. De vez em quando havia palestras sobre envelhecimento e outros assuntos de interesse. As famílias que tinham condições, pagavam cinquenta reais por mês; os outros não pagavam nada. Aliás, foi aprovada em 2013, na Câmara Municipal, um Projeto de Lei, sancionado pelo Prefeito. Também no âmbito federal no Ministério de Assistência Social é prevista a construção e manutenção de Hospitais Dia, o que até agora, estamos esperando. AFAI – Lar escola amigos dos idosos. Fomos em seguida para a Igreja de São Francisco que ficava no alto de uma colina, em Ermelino Matarazzo. Ela era muito bonita e tinha no andar superior atrás da igreja uma biblioteca com centenas de livros de todos os gêneros: romance, policiais, aventuras e livros de religião, como uma Biblia completa, Evangelhos, etc. A consulta era livre e os livros podiam ser emprestados para quem quisesse. Eu e o Juca ficamos muito impressionados com tudo. Soubemos ainda que o padre chefiava várias campanhas, para o sofrido povo da Zona Leste: calçamento, obras contra enchentes, conseguiu a instalação da Universidade da zona leste, a USP Leste em funcionamento há vários anos. Lá havia cursos de cuidadores de idosos para quem tivesse um idoso acamado em casa. Fez também uma campanha de geração de empregos, montou em escola de cidadania na Zone Leste e batalhou para a melhoria dos transportes públicos (metrô e ônibus), além de outra campanha para plantio de árvores, devido ao fato de que aquela região tinha pouquíssimas árvores, com isso, aumentando a sensação do calor nos dias quentes. A diferença de temperatura em relação com outras zonas Finalmente, sugerimos que podíamos unir todos os idosos das diferentes zonas da Capital em uma só entidade. O Padre imediatamente aprovou nossa ideia e assim nasceu o Movimento Idosos Solidários (MIS ). Eu fiquei como coordenador e ele, trabalhava na orientação do Movimento. A Diretoria ainda contou com a presença de idosos de idosoos todas as zonas da cidade: norte, sul, centro, leste e oeste. Nossas reuniões mensais eram feitas na Câmara com som, cafezinho, etc. Por várias ocasiões convidamos Vereadores, sem que nenhum deles aparecesse. Nossas primeiras ações foram convocar idosos para fazerem caravanas nas diversas repartições da Prefeitura e do Estado, sempre acompanhados de dezenas de idosos. Obtivemos algumas conquistas: melhoria nos postos de saúde, cumprimento do Estatuto do Idoso que reza que, ao idoso internado era permitido a presença de acompanhante, com as mesmas regalias do internado, isto é, leito, alimentação , etc. Acontece até hoje que os hospitais do SUS viviam como até hoje: superlotados, com macas nos corredores e o acompanhante não tem direito nem a uma cadeira para sentar, permanecendo em pé ou sentado no chão, o que acontece até hoje, infelizmente, como têm denunciado os jornais. Houve falta de gaze, soro fisiológico que o acompanhante tinha que comprar em algumas farmácias da vizinhança. Caso fosse na África ou na Índia, até que seria compreensível, não em uma nação que se diz “civilizada”. Não param por aí, outra notícia saiu nos jornais: “filas nos postos começam se formar às quatros horas da manhã”. Quem chegasse atrasado, corria o risco de não ser atendido. Alguns até levavam colchonetes para descansar, esperando a abertura às oito horas. É revoltante, porém os governantes estão muito ocupados em Brasília, em São Paulo e noutros estados, fazendo conchavos políticos e o povo que se lixe... Outro aspecto, é que os idosos tomam conhecimento em todas vésperas de eleição, de uma série de medidas que seriam tomadas, caso fossem eleitos. Após as eleições, esquecem as promessas e fica tudo como antes. A Presidente Dilma anunciou que ia ser implantada a internação domiciliar, uma grande medida para beneficiar os idosos, as famílias e desafogar os hospitais. As internações de idosos, são muito onerosas para os cofres públicos, em internações clinicas e cirúrgicas, pois os idosos permaneciam muito mais tempo nos hospitais do SUS is Um verdadeiro ovo de Colombo. Acontece que até hoje (2014) são poucas UPA (unidades de pronto atendimento) instaladas e funcionando. Já alguns anos telefonou-me um membro da Pastoral da Saúde de Vila Remo, na periferia de Santo Amaro. Ele queria que eu desse informações como tratar idosos acamados. Eu respondi dizendo que quem entendia disso era a enfermagem, pois o médico e3xaminava o paciente, prescrevia os remédios e cabia à enfermagem tratar onde buscar as informações. Comecei telefonando a hospitais, faculdades de medicina e por último liguei para o Hospital Universitário da USP, no Butantã e quem me atender foi um médico, o Dr. Claudio Sakurada, que desse um pulo ,até o hospital para conversarmos, pois ele demonstrou interesse. Fui e lá chegando o Cláudio, meu colega, me disse que era justamente o que estava procurando. Como diretor do PAD, Serviço de Atendimento Domiciliar ele visitava periodicamente as famílias que tiveram um idoso internado, um filme era um sonho dele, e iam até as casas daqueles idosos, para verificar as condições do seu idoso, que tinham recebido alta do hospital. O Claudio me disse ainda que já tinha pedido ao seu diretor, para fazer o filme, mas não tinha verba prevista para essa despesa no orçamento. Eu disse ao Claudio que eu poderia tentar arrumar um patrocinador. Ele me disse que assim, seria possível fazer o filme, eu disse que tudo bem, seria o ideal. Chegando em casa, fiquei pensando onde eu poderia arrumar um patrocinador. Como eu tinha um vizinho, médico como eu, Mário Spallici telefonei ele me disse que procurasse um Sr. Alfredo, num endereço em Santo Amaro. Achei que ele tinha tirado o corpo, apesar disso, fui até lá e para minha surpresa, alí estava instalada a sede um laboratório farmacêutico moderno, A APSEN S/A . O sr. Vicente me disse que o Mário já tinha conversado com ele a respeito o laboratório faria o financiamento. Agora, era mãos a obra. O Claudio e a sua equipe fariam o roteiro e uma empresa, a SDINET se responsabilizou pelas cenas e tomadas, eu nunca pensei que gravação um CD de 49 minutos daria tanto trabalho. Após cerca de dois meses, o filme estava pronto. De início, fui convidado a assistir o copião do filme, no Hu. Fui e fiz apenas um breve comentário dizendo que o filme estava ótimo, apenas observei que os participantes eram de uma família loira, o que não condizia com a realidade do nosso país. Seria melhor se fosse uma família morena ou até preta. Assim foi feito. A primeiras 500 cópias, em fita cassete esgotaram-se rapidamente. As cópias seguintes, já em DVD foram, produzidas 5.000 e distribuídas por todo Brasil. Depois disso saíram mais 10.000 que foram mandadas para entidades de idosos, como os Centros Estaduais de idosos. O setor do idoso do Ministério da Sáude, pediu e recebeu 5000 cópias que foram distribuídas para todo o país, junto com o Guia do Cuidador feito pelo Ministério, o que nos deixou muito felizes pelo êxito de nossa iniciativa. Se não tivéssemos feito mais nada no mundo, para justificar nossa presença neste mundo, essa nossa iniciativa já justificaria nossa presença no mundo. (Preciso reconhecer que acreditamos que foi Deus quem nos inspirou). As primeiras remessas foram feitas por Sedex a cobrar, mas causavam muita confusão, pois às vezes os destinatários não eram encontrados e os DVDs eram devolvidos. Resolvemos mandar os DVDs com os Sedex pagos, o que resolveu o problema. Depois de algum tempo o nosso patrocinador faleceu e começaram a impor obstáculos. Começamos a copiar os DVDs em casa, com um duplicador de DVDs, compramos 30.000 etiquetas e todas as semanas remetemos cerca de 200 e também um folheto intitulado “Guia para evitar acidentes com idosos, em casa”, que mandamos imprimir cerca de 5000 exemplares. O número de DVDs remetidos é de, mais ou menos 55.000. Também fizemos outros DVDs de Busca Rápida, pois o nosso site www.idodossolidarios.com.br tem mais de 700 artigos, sobre diversos assuntos tirados de revistas sobre envelhecimento, de cerca de 80 livros que tratam dos problemas da velhice e pesquisas na internet. Até artigos do Dr. Drausio Varella que estão na Internet, em todos eles, sempre citando as fontes de informações, só nos casos de minha autoria. Com o Busca Rápida, evita-se que o leitor perca tempo na procura do artigo que lhe interessa. Quando era Prefeito, Mario Covas ajudou muito os munícipes idosos. Ele criou o primeiro CRI (Centro de Referência do Idoso) na Zona Leste, como já informamos. O Padre Ticão gozava da simpatia do Prefeito, MARIO COVAS, ao ponto e ser bem recebido no seu gabinete sempre que quisesse, sem ser preciso marcar dia e hora. Com essa facilidade, ele conseguiu ser recebido e teve seus vários pedidos, atendidos prontamente. O vídeo “CUIDANDO DO IDOSO EM CASA” FOI ENVIADO POR SEDEX PARA APROXIMADAMENTE UM MILHÃO DE ENTIDADES, CENTROS DE ESTUDOS E DEMAIS INTERESSADAS. EM 1980, UMA SENHORA, MEMBRO DE UM GRUPO DE PALESTRAS, DISSE QUE NA ZONA LESTE DA CIDAD, HAVIA UM PADRE TICÃO QUE CONSEGUIU REUNIR DIVERSOS GRUPOS DE IDOSOS DA REGIÃO. COM ESSA MEDIDA, CONSEGUIU OBTER GRANDES VITÓRIAS, EM SEUS PEDIDOS. ACOMPANHA DO DE UM AMIGO, O JUCA FOMOS ATÉ A ZONA LESTE, ONDE ENCONTRAMOS O PADRE. ELE NOS RECEBEU MITO BEM. CONVERSAMOS BASTANTE. NO FINAL,O PADRE OS LEVOU COM O SEU FIAT VELHO PARA VISITAR DIVERSAS OBRAS, COMO A CASA TEREZA BUGOLIN, ONDE OS IDOSOS PODIAM PERMANECER NO LOCAL, EVITANDO ASSIM QUE FICASSEM EM CASA, SEM TER O QUE FAZER. HAVIA PALESTRAS E ERA SERVIDO UM ALMOÇO. AQUELES QUE PODIAM, PAGAVAM 50 REAIS E OS OUTROS NADA PAGAVAM. NO LOCAL ERAM ORGNIZADOS BAILES, SENDO QUE AO FINAL DO DIA, CADA UM VOLTAVA PARA SUA. CASA. DESSA MANEIRA, EVITAVA-SE QUE ELE FICASSE SÓZINHO EM CASA, ONDE ELE NÃO PODIA SE CORTAR, SE QUEIMAR OU NÃO TOMAR OS REMEDIOS NA HORA CERTA. EM SEGUIDA, O PADRE NOS LEVOU PARA CONHECER O CENTRO DE REFERÊNCIA DO IDOSO. ERA UM EDIFICIO TODO DE VIDRO, DOTADOS DE ELEVADORES PANORÃMICOS, TODO ENVIDRAÇADO.
 
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