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 Artigo
Data: 02/11/2012
Título: 2 - ENVELHECENDO COM BOA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA.
Conteúdo:

ENVELHECENDO

E AINDA MELHORANDO

Por Kathlyn Hotynski

O espectro do envelhecimento é nefasto: perda de memória e mortalidade. Mas o medo do inevitável pode obscurecer o lado positivo de ficar mais velho: estar no auge. Muitos americanos hoje na faixa de 55 a 64 anos estão percebendo que a vida pós-aposentadoria não é apenas um lento declínio. Ainda há sabedoria a ser conquistada, trabalho a ser feito, aventura a ser vivida.

Muita gente prospera em suas carreiras enquanto os colegas se aposentam. Plácido Domingo, 69, ainda rege, canta e dirige duas grandes óperas. A ativista russa Liudmila Alexeieva, 82, foi presa tantas vezes por organizar protestos nos últimos 43 anos que virou especialista em provocar e atazanar a KGB. E Anthony Mancinelli, 98, foi declarado pelo "Guiness como o barbeiro mais velho do mundo -e ainda corta o próprio cabelo, relatou Vincent Malozzi no "New York Times". "Não estou nem considerando a aposentadoria", disse Mancinelli, "porque vir trabalhar é o que me mantém ativo".

O trabalho mantém muitos idosos ativos. Alguns profissionais com mais de 55 anos chegam mesmo a procurar novas carreiras. Janet Mitchell, de Leo, Indiana, treina assistentes sociais, pastores e outros para mediar conflitos familiares. "Cerca de metade deles são 'baby boomers' com pais idosos, disse ela a Elizabeth Popes, do "Times". "Os mais jovens podem não ter credibilidade para este trabalho."

Outros estão levando décadas de conhecimentos e contatos para uma carreira solo. O número de americanos autônomos entre 55 e 64 anos cresceu 52% entre 2000 e 2007, segundo a Administração das Pequenas Empresas, entidade federal. Cinde Dolphin abriu seu escritório de marketing aos 55. "é uma festa", disse ela ao "Times". "Posso estabelecer meu horário e minha agenda e fazer outras coisas das quais gosto.

" Novas pesquisas mostram que a mente continua se desenvolvendo até o final da vida adulta.
O cérebro, ao atravessar a meia-idade, melhora no reconhecimento da ideia central", escreveu Barbara Strauch no "Times"."Se mantido em boa forma, o cérebro pode continuar a construir caminhos que ajudam seu dono a reconhecer padrões e, como consequência, ver significado e até soluções muito mais rapidamente do que um jovem consegue.

Outro benefício da idade é ter tempo para viajar. Aposentados estão ficando mais aventureiros, escalando o Everest, percorrendo a trilha inca e até praticando "wingwalking", espécie de balé em aviões em pleno voo. "Este é um fenômeno de mercado emergente, baseado em dezenas de milhões de homens e mulheres com vidas mais longas e mais vitalidade juvenil do que jamais se imaginou", disse Ken Dychtwald, psicólogo e autor de várias obras sobre o envelhecimento.

Para o psiquiatra Marc Agronin, em artigo no "Times", sentir pena do idoso, mesmo num asilo, é um equívoco. "Vemos nossa própria idade como o mais normal dos tempos, como toda vida deveria ser. Aos 18, os cinquentões parecem antigos, mas aos 50 somos aptos a dizer o mesmo dos octogenários." E quanto aos centenários? "Eu esqueci que era tão velha", disse uma paciente centenária a Agronin. E dali ela foi para o bingo.

Fonte: The New York Times - textos selecionadas o para a Folha de São Paulo - 15/03/2010.

BOM HUMOR VALE POR REMEDIO

Manter o bom humor quando sua cabeça só falta explodir, com tantos problemas a resolver, é tarefa dura. Mesmo assim, você deveria insistir e fazer de tudo para não amarrar a cara. Os poderes de um bom sorriso são fortes e ajudam você a levar a vida de maneira mais leve, sem, estresse, além de prevenir doenças.

Quem garante é a psicóloga Maria de Fátima Nogueira, professora da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo. Confira a seguir uma entrevista onde ela explica, em detalhes, a importância de privilegiar um estado de ânimo positivo.

Como o estado de ânimo afeta a saúde das pessoas?

O bom humor é importante para manter o corpo e a mente preparados para lidar com o sucesso, os desafios, conflitos e prazeres que a vida proporciona. O estado de ânimo negativo afeta a saúde das pessoas, criando estresse, desarmonia, desequilíbrio e impedindo-as de levar uma vida saudável.

A irritação e o estresse atingem nossa saúde de que forma?

Tudo o que acontece de maneira exagerada (seja irritabilidade, tristeza ou euforia) prejudica nossa saúde, afetando o sistema imunológico. Nossas defesas contra as doenças ficam abaladas e também corremos o risco de sofrer com transtornos afetivos.

Que técnicas podem ser usadas para cultivar o bom humor?


Para cultivar o bom humor, ninguém precisa recorrer a nada mirabolante.Técnicas simples é que ajudarão as pessoas a se encontrarem consigo mesmas, com sua essência e despertar, na mente e no corpo, a energia da alma. Procure ter hábitos diários e saudáveis, uma rotina de boa alimentação, sono e lazer. Caminhadas, prática esportiva, passeios, ler, cantar e ouvir música são hábitos simples, mas de ótimo resultado.

Não se isole, esteja sempre conversando, se relacionando.
E para manter a motivação, há algum truque?

Estabeleça metas e novos desafios, que estejam dentro de suas possibilidades reais. Tenha fé, acredite em sua capacidade e invista no seu auto-conhecimento. Se for necessário, procure um profissional de Psicologia, preparado para ajudar a perceber dificuldades pessoais.

Homens e mulheres sofrem os impactos do mau humor da mesma maneira?

As mulheres apresentam mais alterações de humor do que os homens, em função de intensas alterações hormonais que acontecem em várias fases da vida. Mas é importante que tanto homens quanto mulheres façam exames periódicos e visitem um médico regularmente. Pode ser um ginecologista no caso das mulheres e um clínico geral para os homens.

Saber rir de si mesmo!

Bom humor, às vezes, é mais eficiente do que muito remédio. A apresentadora de TV Letícia Henrique sentiu na pele os efeitos que uma boa gargalhada tem sobre nossa saúde. "Tive enxaqueca durante muitos anos da minha vida e achei que era uma tendência de família.

Os exames tradicionais não apontavam nada e resolvi ir a um homeopata que trabalha com medicina chinesa. Na época ele disse que a dor de cabeça, no meu caso, era proveniente do fígado e sua causa era raiva acumulada, nas palavras do próprio médico , ela conta.

Depois da descoberta, o antídoto: bom humor. Hoje, o que posso resolver eu resolvo e o que não posso tento achar graça, como se fosse uma comédia. Percebi que alguns problemas a gente não consegue resolver, então devemos escolher como vamos encará-los. O grande desafio é fazer isso todos os dias, e o bom humor tem me ajudado muito a viver uma vida mais saudável , afirma a apresentadora.
(Fonte Revista Bem Estar).
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APOSENTADORIA

– UMA VIDA SEM SENTIDO

Envelhecimento e velhice. Estudos recentes mostram como ter um efeito forte na qualidade de vida e sentir-se útil a si mesmo e outros produzem uma maior auto-estima e melhorar a saúde na velhice. Sinta-se incluído também é seguro contra invalidez.

Por: Ricardo Iacub
Psicólogo, Professor Adjunto e Envelhecimento, UBA

Por várias vezes, e em circunstâncias muito diferentes, o homem é confrontado com a crescente incerteza sobre o sentido da vida, deve refletir não apenas quem ele é, mas onde está indo, indo com ele a sua própria identidade.

O sentido da vida foi, e será certamente uma questão latente no ser humano, uma vez que carece de uma identidade única e imóveL e isto leva a um erro ao tentar encontrar sentidos e significados sobre si mesmos. Esses significados, que geralmente vêm mais de uma eleição, uma expectativa sugeriu um papel social, podem estar preocupados com os eventos que quebram o curso esperado de uma vida, ou em momentos vitais como o envelhecimento, onde os dois papéis como certas representações pessoais são muitas vezes modificados.

Na verdade, os adultos mais velhos têm um sentido de desenvolvimento pessoal e propósito de vida menor do que outras faixas etárias (Ryff & Singer, 2002) e sentirem que podem ser menos úteis para os outros (Rossi, 2004). Este é o lugar onde a pessoa deve fazer alterações ao reconstruir um novo sentido de vida.

Uma definição de significado é o conhecimento de uma ordem que dá coerência e propósito para a existência, com objetivos e metas, que proporcionam uma sensação de uso pessoal ou para valorizar e promover maior satisfação de vida e auto-estima.

É neste ponto é importante reconhecer a verdadeira dimensão do tema de pesquisa recente realizada com adultos mais velhos. Em vários países, como França, Japão e Estados Unidos mostrou que pessoas que não se sentirem úteis eram mais propensos a sofrerem de deficiências, que as pessoas envolvidas em trabalho voluntário têm duas vezes menos chances de morrer nos próximos seis anos, do que pessoas que não se sentem úteis, com aumento de incapacidade e morte ao longo do tempo, ao contrário daqueles que nunca ou raramente sentiram-se inúteis e improdutivos.

Os dados mais conclusivos é que os idosos que não são úteis têm quatro vezes mais probabilidade de morrer logo e ter deficiências do que aqueles que raramente se sentem úteis.

Sentir-se útil parece relacionado com o que Krause (2009) sintetizou a partir de uma abordagem mais abrangente, como o "forte senso de propósito na vida", ao descobrir que aqueles que a possuem têm menor risco de morte prematura do que os outros.

Este propósito gerou a percepção de um idoso de melhor saúde, com menor senso de limites ou declínios na função e um humor mais positivo. Da mesma forma, outro estudo (Greenfield, 2009) indica que ela provoca uma sensação de crescimento e desenvolvimento contínuo e uma maior auto-aceitação.

A pesquisa acrescenta que a sensação de vitalidade está associada com a percepção positiva do envelhecimento em si e com relações sociais fortes e significativas.

Embora não haja razão clara para essa correlação entre o sentido da vida e melhor estado de saúde, vários aspectos novos surge, como uma melhoria da função imunológica.

Esta evidência científica rica não consegue parar de chamar-nos a pensar na vida como um desafio que nos leva a sentir-se incluídos até o último momento.

El Clarín (Argentina) 2010/01/26

http://www.clarin.com/diario/

 

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