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 Artigo
Data: 01/07/2012
Título: 3 -INCAPACIDADES DA PESSOA IDOSA.
Conteúdo:

COMO O LEIGO PODE PERCEBER OS PRIMEIROS SINAIS DE ALGUMA INCAPACIDADE NO IDOISO?

 

Não é preciso ser um profissional de saúde para constatar o inicio silencioso de alguma incapacidade. É muito importante que se chame a atenção sobre isso pois no estágio inicial ela pode ser tratada e curada, quando encaminhada aos serviços de reabilitação. São 5 pontos que devem ser observados:

 

1 – Caminhar mais lento, passos menores, diminuição do equilíbrio.

2 – Perda do apetite e ou de peso (cerca de 5% em um ano).

3 – Fadiga constante, ficar parado a maior parte do tempo.

4 – Diminuição da força muscular.

5 – Perda de interesse pelas atividades diárias, humor variável.

(Fonte: Indicadores de fragilização na velhice para o estabelecimento de medidas preventivas – Profa. Yeda Aparecida de Oliveira Duarte – São Paulo – novembro de 2006).

 

(Faça muitas cópias e ajude a prevenir e curar as incapacidades dos nossos irmãos idosos. Seja mais um

voluntário nessa campanha.)

 

FATORES QUE INDICAM 

 

INCAPACIDADES INICIAIS EM IDOSOS

 

Os especialistas do Chile e de todo o mundo buscam parâmetros que avisem em tempo quem são as pessoas com maior risco de apresentar incapacidades. O cenário se repete a cada dia: um idoso dá entrada em um hospital com pneumonía. Se recupera, mas o repouso deixa-o com uma certa rigidês muscular. Após alta, teve dificuldades em andar, perdeu o equilíbrio, caiu e teve uma fratura óssea. Foi reinternado, mas agora na Traumatologia.

 

De médico em médico, isso acontece com muitos idosos em situação de incapacidades, isto é, que apresenta\m uma condição de risco aonde atuam variáveis físicas, mentais, médicas e sociais que os tornam mais vulneráveis para perderem a sua autonomia e independência.

Admite-se que cerca de 30% dos idosos possuem fragilidades. É porisso que os principais estudiosos do envelhecimento estão procurando sinais precoces de fragilidade, para identificar com a maior antecedência, as pessoas que poderiam sofrer tal risco por ocasião do envelhecimento.

 

O chefe da geriatria  do Hospital da Universidade do Chile, Victor Hugo Carrasco, acabou de participar de um Congresso de Geriatria na Espanha, onde este foi um dos temas principais. O motivo é claro: “Sabe-se que os idosos em condição de fragilidade e, como conseqüência, são mais propensos a tornar-se dependentes, a ficarem doentes, a hospitalizações e a ser colocados em instituições de longa permanência e a falecer prematuramente”.

 

Alguns especialistas afirmam  que há marcadores biológicos para determinar os mais propensos (como os níveis de Proteína C Reativa ou da homocisteína no corpo); outros, como os profissionais da Universidade do Chile estudam se há alguma relação com a perda da massa muscular (sarcopenia).

 

Para outros, a causa estaria na dificuldade de caminhar. Recentemente, pesquisadores da Rush University Medical (de Chicago) afirmaram que a pressão alta poderia contribuir para uma diminuição da habilidade em caminhar (30% mais rápida em pessoas com 16 de pressão máxima do que aqueles com apenas 12).

 

ATIVIDADES DIÁRIAS

 

São comportamentos que permitem mais evidência. Atualmente, o sinal mais categórico é a situação funcional: a maior perda de autonomia, o pior prognóstico. “Aqueles que mantém sua autonomia para as atividades normais da vida diária, como viajar, dirigir, manejar o dinheiro, trabalhar, sofrerão menos efeitos negativos do que os que precisam de ajuda nas tarefas básicas como lavar-se, se alimentar ou vestir-se”, afirma o médico.

 

A seu critério, depois dos 60 anos, é mais importante perguntar a uma pessoa de fazer ou de não fazer, para determinar seu risco, do que conhecer quantos cigarros fume ou a sua pressão arterial. Um exemplo: “Uma pessoa prostrada, dependente nas atividades básicas e que seja portadora de algum tipo de demência, tem uma expectativa de vida inferior a 2 anos.

 

Por outro lado, para alguém de 70 anos que tem autonomia, sem enfermidade oncológica, com doença crônica controlada, a expectativa é de mais 22 anos de vida. Sem evidenciar doença visual, neurológica ou muscular, Carmen Valenzuela (70) estava andando. “Estava caminhando na rua e caí de joelhos, sem saber por que. Uma ocasião tive ciática e fiquei com medo de caminhar”. Há um grande risco, se si considera \que a capacidade de caminhar e a mobilidade são fatores que podem indicar graus de fragilidade. As quedas são dos fatores mais importantes de fraturas e incapacidades graves.

 

Há um ano foi criado um programa do Laboratório de Biomecânica da Universidade Maior, que está avaliando as pessoas idosas, para identificar as que estão em maior perigo de sofrer quedas. Com sessões especiais de exercícios, essas pessoas não voltaram a cair.

O encarregado do projeto, Rony Silvestre, comenta que, com o passar dos anos a postura é alterada e portanto os idosos devem preocupar-se de se manterem fortalecidos. Por exemplo, “temos visto que quando os submetemos a provas cognitivas simples (contar enquanto estão de pé), começam a tremer e portanto são mais suceptíveis a quedas”.

 

Outros fatores que aumentam as probabilidades de que uma pessoa sofra quedas, é quando tem dificuldade de sentar-se e permanecer na cadeira, movimenta-se pouco (não consegue mover-se com facilidade), quando responde tardiamente se é desequilibrado em determinados testes ou quando ao dar o primeiro passo – que deve ser de uns 50 centímetros – mas que não supera 10 centímetros. A ordem, então, é estar atento e fazer um diagnótisco precoce.

 

O doutor Carrasco adverte que é preciso prestar muita atenção às mudanças ocorridas no ultimo ano. Caso no inverno passado podia subir escadas, fazer compras, caminhar várias quadras ou fazer outros afazeres sem dificuldades e agora já não consegue, é preciso consultar um especialista.

Silvestre afirma que com programas especiais de reabilitação da postura, pode-se melhorar o equilíbrio em 7 dias. Uma pessoa com tendência a incapacidade pode reverter a situação mediante uma intervenção multi disciplinar e integral.

 

Isto implica em programas de exercícios, adaptação do ambiente físico, terapia ocupacional, estimular atividades sociais e recreativas, etc. Consequentemente, manter-se sadio apesar da idade. Fazer atividade física sistemática (30 minutos, 3 vezes por semana), procurar dormir bem e ter uma alimentação balanceada (mediterrânea), ter um envelhecimento com qualidade de vida. Estes hábitos são muito mais importantes que qualquer multi vitaminico. Ainda assim, é preciso evitar o repouso absoluto quando se está doente e não permitir que os outros  -por carinho- queiram fazer tudo, pois assim se vai descondicionando fisicamente.

 

Um dia imóvel numa cama significa perda de 0,5% da massa muscular. Pior: provoca rigidez articular, altera a respiração, digestão e circulação.

 

(Maria Paz Carvajal – El Mercurio Chile – Rede Latino Americana de Gerontologia – RLG).

 

º 
AVALIAÇÃO MULTIFUNCIONAL DE  IDOSOS (AMPI)

(Avaliação das condições e grau de incapacidade de uma pessoa idosa) (Fonte: Ministério da Saúde - Saúde do Idoso - Pacto pela Vida)


 

 

 

 

 

- EQUILIBRIO E MOBILIDADE....
   

FUNÇÃO COGNITIVA................. 3 -
- DEFICIÊNCIAS SENSORIAIS................. 4

 

- CONDIÇÕES EMOCIONAIS, SINTOMAS DEPRESSIVOS....................... 5

 

 

- NIVEL DE APOIO SOCIAL E FAMILIAR....................................................6

 
- INCAPACIDADES FUNCIONAIS: .........7

 
- ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA AVD. .8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DA VIDA DIÁRIA..........................................9

- ESTADO DE RISCO NUTRICIONAL.............I0
.

 NOTA IMPORTANTE: Esta avaliação deve ser feita por profissionais de saúde. Para os leigos, ver "Avaliação da deficiência por parte do leigo." 

AS TAXAS DE INCAPACIDADES DE

 IDOSOS SE REDUZIRAM NOS EE.UU. 

 

A maior atenção medica e educação, e não as mudanças positivas no estilo de vida são as razões principais da diminuição durante várias décadas das taxas de incapacidade entre os idosos nos Estados Unidos. É o que indica um novo estudo financiado pelo Instituto Nacional do Envelhecimento, que proporciona um dos primeiros panoramas integrais dos fatores que promovem essa tendência positiva.

 

O estudo, que se publica na edição atual (março de 2008) da revista The Milbank Quarterly, também afirma que o uso generalizado de aparelhos e serviços quotidianos e comuns – fornos de microondas, telefones portáteis,  e depósitos bancários diretos, por exemplo – provavelmente desempenharam um papel importante para liberar uma proporção maior de idosos das incapacidades, definidas como a necessidade de ajuda para as compras, a preparação de alimentos, o banho, o vestir-se e outras atividades relacionadas com o cuidado pessoal.

 

O mesmo aconteceu com o uso de instrumentos para facilitar a mobilidade, como as bengalas, os andadores e as modificações na habitação tais como corrimões nos banheiros. Surpreendentemente, o estudo mostrou que As reduções no uso do cigarro não se encontram entre as razões principais para as quais a prevalência de incapacidades entre os idosos diminuiu  de 22 por cento em 1983 para 14 por cento em 2005.

 

Apesar dos fumantes terem taxas de incapacidades mais altas que as pessoas que nunca fumaram ou que deixaram de fumar, os riscos do tabagismo não mudaram tanto entre os idosos desde o começo da década de 1980, de modo que o tabagismo não pode explicar a melhoria das incapacidades.

 

“A redução da prevalência da incapacidade na idade avançada, é um dos avanços mais significativos da saúde e do bem estar das pessoas nos Estados Unidos no último quarto de século”. Essa afirmação foi feita pelo economista da Universidade de Michigan, Robert F. Schoeni, um dos autores do artigo junto com Vicky A. Freedman, da Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey e Linda G.Martin, da corporação RAND. “O esclarecimento da causa que conduziu a essas melhorias é muito mais que um exercício acadêmico”, completou.

 

“Levando em conta que os primeiros da geração “baby boom” completaram 65 anos em 2001, é imperativo que os governantes e os clínicos tenham um sentido claro das causas que levaram à diminuição das taxas de incapacidades, de modo que possam ter melhores probabilidades de conseguir mais reduções no futuro que permitam que milhões de pessoas funcionem independentemente até uma idade muito avançada”.

 

“Esse estudo é um passo importante para compreender os fatores que atuam na tendência de redução das incapacidades crônicas registradas desde 1984 entre as pessoas maiores de 65 anos de idade”, diz Richard Suzman, diretor do Programa de Investigação Social e da Conduta, no Instituto Nacional do Envelhecimento. “Mesmo sendo necessárias mais analises em numerosas áreas, temos que começar a explorar as intervenções que sejam eficientes em termos de custos e que mantenham, e quiçá acelerem esta tendência para um condicionamento físico e cognitivo melhorado face a tendências adversas, tais como a crescente obesidade”.

Para o estudo, os pesquisadores revisaram e analisaram uma ampla gama de dados da Entrevista Nacional de Saúde e outros estudos.

 

Começar pela análise dos fatores que presumivelmente estão vinculados mais estreitamente com a incapacidade, incluindo as mudanças nas habitações, o funcionamento físico, sensorial e cognitivo subjacente e as enfermidades e condições entre os idosos maiores de 70 anos institucionalizados nos Estados Unidos. Mesmo assim, consideraram as mudanças na atenção medica, os hábitos de saúde, os fatores econômicos e sociais e as exposições ambientais. Ademais, revisaram as provas existentes limitadas de vida media e anterior que pudessem influir direta ou indiretamente nas incapacidades, em futuras etapas da vida.

 

Um estudo recente que apareceu na revista Social Science and Medicine, indica a importância da educação materna, a saúde durante a infância e a ocupação na vida adulta para As tendências de incapacidade em anos futuros.

 

Entre as conclusões chave do artigo de Milbank Quarterly:

 

Uma porção substancial da diminuição das incapacidades pode-se atribuir nas mudanças nas moléstias cardiovasculares, nas condições musculares e de ossos e os problemas da vista. Estas condições têm menos probabilidade de resultar em incapacidade, presumivelmente devido às melhorias nos tratamentos, especialmente para as primeira duas condições, que se tornaram mais comuns entre os idosos.

As mudanças no tabagismo e na obesidade não podem vincular-se com as tendências. As taxas de tabagismo não mudaram substancialmente entre os idosos nesse período.

 

 Todavia, diminuiu consideravelmente o tabagismo de longa data entre as pessoas que entraram na velhice e isto é um bom augúrio para o futuro. No lado negativo, nestes grupos etários aumentou a obesidade.

Os fatores demográficos, incluído grupo étnico, condição marital e lugar de nascimento, seja nos EE.EE. ou em outra parte, tiveram pouco efeito sobre a taxa de incapacidade e só pode lhes atribuir dez por cento da diminuição.

 

A educação teve um impacto muito importante. “Quase a metade de diminuição em incapacidades pode-se atribuir ao aumento das campanhas educativas entre os idosos nos EE.UU”, assinalou Schoeni. “Mas os avanços educativos do futuro provavelmente serão menores, na medida que passem os efeitos da bonança educativa depois da Segunda Guerra Mundial”. Os dados também indicam que as melhorias nos empregos e na redução da pobreza contribuíram para a diminuição da incapacidade.

 

Apesar dos autores enfatizarem que não é provável que algum estudo identifique indefinidamente todas as causas da redução da incapacidade entre os idosos, os dados indicam papeis importantes de uma maior educação, o uso de tecnologias de assistência e a diminuição da incapacidade devida a problemas cardiovasculares, músculo-esqueléticos e de visão.

 

“A ocorrência do tempo das melhorias nessas condições corresponde com a expansão dos tratamentos para as doenças cardiovasculares, incluídos os procedimentos médicos tais a inserção de stents e a angioplastia com balão e os tratamentos com medicamentos, como os bloqueadores beta, os inibidores ACE, os agentes contra o colesterol  e as combinações anti-hipertensivas.

]

O incremento número de cirurgias de cataratas e o numero de próteses de joelho e articulações como também o uso de mais medicamentos para as condições artríticas e reumáticas, também desempenharam um papel importante na redução do nível de incapacidade entre os idosos dos EE.UU. e permitiram que as pessoas vivam independentes até os 70 anos ou mais”.

 

Schoeni é professor de investigação do Instituto de Investigação Social (ISR), da Universidade de Michigan, professor de política pública na Escola Gerald R.Ford, para a política pública da UM e professor de economia  no Colégio de Literatura, Ciências e Artes da Universidade de |Michigan (UM). O Instituto de Investigação Social (ISR) foi fundado em 1948 e é uma das organizações mais antigas do mundo na investigação de sondagens de opinião.

 

 O ISR é um dos lideres mundiais no desenvolvimento e aplicação de metodologias  de Ciências Sociais. O ISR realiza estudos que são amplamente citados no país internacionalmente, incluindo as sondagens de opinião de atitudes do consumidor e estudos sobre eleições nacionais nos EE.UU., entre outros.

 

(Fonte: “Por quê las tasas de discapacidad se reducen entre as personas mayores nos EE.UU” – University of Michigan  - News in Spanish – 10/3/2008 – Rede Latino-Americana de Gerontologia (RLG) = Documentos – Artículos y Recortes de Prensa)

 

 

 

PREVENÇÃO DAS 

 

DAS DEPENDÊNCIAS E

 

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

 

O envelhecimento demográfico é o aumento da expectativa de vida de uma população, porém é muito comum se esquecer que reflete o desenvolvimento econômico e social. O componente fundamental na prevenção é sanitário e os idosos dependentes devem valorizar o potencial de reabilitação. A dependência pode variar no tempo, dependerá das doenças agudas e crônicas, o acesso à reabilitação e condições sócio-econômicas.

O envelhecimento por si só, não causa incapacidades ou dependências. Algumas pessoas se mantém autônomas até o final de sua vida; outras envelhecem com incapacidades como conseqüência de suas enfermidades: demência, doença cérebro vascular e doenças degenerativas.

 

FRAGILIDADE, COMORBILIDADE,

 

INCAPACIDADES E

 

DEPENDÊNCIAS

 

Fragilidade, comorbilidade, incapacidades e dependências podem não surgirem de uma vez. A incapacidade gera dependência, como dificuldade de realizar as atividades essenciais de uma vida independente, incluindo as da vida diária e as importantes para a qualidade de vida pessoal. Se associa à mortalidade, hospitalização e aumento das despesas sanitárias. Frequentemente, como conseqüência, doenças q\ue pioram a debilidade muscular, as alterações do equilíbrio e a diminuição da tolerância ao exercício.

 

Costuma desenvolver-se de forma progressiva, muitas vezes devidas a doenças agudas. A dificuldade para a movimentação, a fragilidade pré-clinica e a hospitalização, são seus principais fatores de risco. A fragilidade é em estado fisiológico, caracterizado por um aumento da vulnerabilidade perante fatores estressantes, pela diminuição das reservas fisiológicas e desregulação de sistemas, como o eixo hipotalâmico hipofisário e a resposta inflamatória.

 

Se existem três ou mais indicadores, entre debilidade muscular, diminuição da resistência, perda de peso, escassa atividade física e diminuição da velocidade de marcha. De maneira sucinta, seria o estado que precede a enfermidade. Supõe risco de mortalidade, incapacidades e institucionalização. Se o desequilíbrio se acentua, se detectam sinais clínicos, funcionais, situacionais e biológicos.

 

Comorbilidade é a presença de duas ou mais enfermidades na mesma pessoa. Fragilidade e comorbilidade prognosticam incapacidades e por sua vez, essas podem piorá-las. A comorbilidade favorece o desenvolvimento da fragilidade. A atenção á comorbilidade pode ser complexa: o tratamento adequado de cada enfermidade, pode criar problemas. As atividades instrumentais da vida diária são um marcador potencial de fragilidade e o diagnóstico de mudanças mediante parâmetros funcionais permite a capacidade de antecipação.

 

Os pacientes com dificuldades de movimentação, incapacidades pré-clinicas, hospitalização e de idade avançada necessitam de uma maior ênfase na prevenção das dependências.

 

Os programas de intervenção para reduzir as dependências, devem ser integrais e levados a cabo em todos os níveis assistenciais. Os idosos frágeis são atendidos geralmente em hospitais. A evidência recomenda que sejam avaliados por equipes multidisciplinares especializadas, para estabelecer um plano terapêutico que leve em conta o nível funcional prévio, suas necessidades e capacidades preservadas e o planejamento da alta.

 

Programas de avaliação geriátrica integral retardam as incapacidades e reduzem a permanência hospitalar. Programas de exercícios físicos reduzem as incapacidades para as atividades da vida diária em idosos com artrose.

 

PREVENÇÃO DAS

 

DEPENDÊNCIAS E PROMOÇÃO

 

DA SAÚDE

 

A gerontologia preventiva pretende evitar a mortalidade prematura, minimizar a comorbilidade e promover estilos de vida saudáveis. A função é o principio que vai predizer a sobrevivência e a qualidade de vida. Cabe distinguir entre medidas de promoção e proteção da saúde. As primeiras implicam na promoção da saúde física, mental e social.

 

A atividade física atua como fator protetor, previne a enfermidade cardíaca e apóia o tratamento do diabete, hipertensão arterial, artrose e osteoporose, diminui o risco de quedas e melhora as relações inter-pessoais. A saúde mental pode promover-se facilitando a adaptação às mudanças de papeis e a uma vida social ativa.

 

PREVENÇÃO DAS

 

DEPENDÊNCIAS

 

As enfermidades mais responsáveis pelas incapacidades e dependências são a artrose, a fratura do fêmur, a doença cérebro vascular e a cardiovascular, as demências, os déficits sensoriais e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Algumas compartilham fatores de risco, como hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, diabete e depressão.

A proteção se basearia na prevenção primária de problemas de saúde, prevenção secundária de doenças e fatores de risco, prevenção terciária, quando se apresentam complicações e seqüelas de doenças e prevenção quaternária da iatrogenia (erros médicos, excesso de medicação, etc.).

 

PREVENÇÃO PRIMÁRIA DE

 

PROBLEMAS DE SAÚDE

 

Prevenção de doenças infecciosas (gripe, pneumonia, tétano), suscetíveis de vacinação, atividades de caráter coletivo e assistencial dirigidas a doentes por causa do tabagismo e do álcool; prevenção de fraturas por osteoporose mediante aconselhamento e recomendações; alimentação adequada, atividade física com exposição ao sol, segurança no entorno doméstico e urbano, e assistenciais: medicamentos com sais minerais, cálcio e vitamina D; prevenção de acidentes domésticos e de transito e intoxicações acidentais e saúde bucodental e doença periodontal.

 

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DE

 

DOENÇAS E FATORES DE RISCO

 

A prevenção de doenças, como a hipertensão arterial com medidas higiênicas e farmacológicas, atividade física regular e alimentação adequada. O tratamento das dislipidemias (colesterol e triglicérides altos) é discutível, a partir dos 80 anos. A deterioração sensorial compreende perdas nas atividades básicas e instrumentais da vida diária e quando é dupla, atua de maneira sinérgica. São convenientes exames periódicos da capacidade auditiva e acuidade visual, degeneração macular de caráter senil e glaucoma. Câncer, quando houver programas de prevenção (colorretal, mama, útero e próstata).

 

PREVENÇÃO TERCIÁRIA

 

DOENÇAS) (COMPLICAÇÕES E

 

SEQUELAS).

 

Especialmente no controle da doença cérebro-vascular, demências, doenças reumáticas e artrose, insuficiência cardíaca e diabete. Sem esquecer as anemias, particularmente a megaloblástica ´por déficit de ácido fólico e vitamina B12, a prisão de ventre crônica, as hemorróidas, a incontinência urinária (e em geral, dos esfíncteres) e, por últimos, as cataratas.

 

PREVENÇÃO QUATERNÁRIA

 

Utilização adequada de medicamentos, para diminuir problemas relacionados com seu uso. Utilização adequada de exames complementares e intervenções cirúrgicas. Evitar os excessos e a futilidade terapêutica. É muito importante evitar o uso inadequado da hospitalização na fragilidade, pois já existem suficientes evidências de que a hospitalização, por si mesma, agrava a deterioração funcional.

 

EFICÁCIA DAS INTERVENÇÕES

 

PREVENTIVAS

 

Entre as que demonstraram eficácia estão o diagnostico e o controle da pressão arterial, com risco cardiovascular ou doenças relacionadas com a alimentação: aconselhamento dietético. Na hipertensão e nas dislipidemias, o diagnóstico do diabete tipo 2 e o controle do diabete estabelecido. Medidas para eliminar o tabagismo. A prescrição de aspirina em adultos com risco cardiovascular elevado (prevenção de enfermidades coronárias em pessoas entre 40 e 75 anos, caso não haja riscos específicos de hemorragias).

Nas pessoas idosas, o beneficio pode ser maior pela prevenção do ataque isquêmico, apesar de aumentar o risco de hemorragias.

 

Controle da acuidade visual em exames periódicos e estudo da retina nos diabéticos. Também o controle periódico da audição. Com relação às vacinas, está amplamente demonstrado a eficácia da anti-gripal e anti-pneumônica. Diagnóstico da osteoporose em mulheres acima de 65 anos e a partir dos 60, quando há maior risco. Diagnóstico da depressão. É importante a investigação de demências, mediante questionários específicos, como o de Pfeiffer ou o MMSE de Folstein, nos casos com suspeita de deterioração mental, assim como o controle dos fatores de risco vascular, para evitar o aparecimento de uma demência vascular. O diagnostico precoce ajuda a planificação. Outras atividades preventivas são de caráter coletivo, como campanhas informativas, de educação sanitária ou medidas legislativas.

 

PREVENÇÃO EM IDOSOS

 

FRÁGEIS

 

Os sinais que definem a fragilidade, são pequenas alterações na motilidade e no equilíbrio, resistência muscular, aprendizado e memória, nutrição, resistência e atividade física. Os estudos de prevenção têm pontos débeis, pela necessidade de dispor de variáveis operativas com relação à motilidade, nutrição e composição corporal. Deve-se identificar a população com risco de incapacidades com procedimentos simples. O principal critério de exclusão deveria ser os fatores que impeçam a participação.

É preciso conhecer o déficit mental incompatível com a inclusão. Para descobrir o resultado de uma intervenção, escolheram-se populações muito selecionadas. Excluir, por comorbilidade, cria dificuldades para chegar aos que mais necessitam e que deveriam beneficiar-se das intervenções e dificulta generalizar conclusões.

 

ENVELHECIMENTO

 

SATISFATÓRIO E DEPENDÊNCIAS

 

Manter a capacidade funcional na ausência de doenças e uma vida social ativa, rica em relações inter-pessoais, são os elementos que definem o envelhecimento saudável ou exitoso. O fundamental é identificar os indicadores que caracterizam as pessoas que vivem satisfatoriamente esta etapa vital. Caso se considere o envelhecimento satisfatório  como reflexo do ótimo estado funcional, poucas pessoas cumpririam esse critério.

Sob o ponto de vista da adaptação, muitas pessoas estão satisfeitas com a sua vida, apesar das limitações funcionais. Esta situação se define como “paradoxo das incapacidades”.

 

O funcionamento físico e mental se percebe como o sentido de poder manter um determinado grau de funcionamento social.

 

EMOÇÕES E PREVENÇÃO DAS

 

DEPENDÊNCIAS

 

As emoções negativas afetam a saúde dos idosos. Se associam às incapacidades e mortalidade hospitalar, também por menor atividade física e menos contatos sociais. Estudos demonstraram que as emoções positivas protegem contra as doenças e levam propiciam um melhor estado de saúde, todavia se desconhece o mecanismo. A experiência emocional tem relação com a capacidade de adaptação e bem estar na velhice. Diante da realidade em que vivem muitos idosos, poderia ser que as pessoas com muitas habilidades para gerenciar seu capital emocional teriam facilitado os seus processos de adaptação.

 

Permanecem interrogações como os idosos atendem e percebem  os sentimentos de forma apropriada e precisa, a capacidade para assimilá-los e compreende-los de maneira adequada e a destreza para regular e modificar o próprio estado de ânimo e dos outros com relação à sua experiência de vida.

 

FATORES CHAVE PARA UM

 

ENVELHECIMENTO

 

SATISFATÓRIO

 

Os fatores chave para um envelhecimento satisfatório são a habilidade para manter uma boa função física e mental, uma atitude de compromisso com a vida e a ausência de enfermidades e incapacidades relacionadas com esta, junto à segurança econômica, controle pessoal (independência, dignidade, auto-estima e apoio social). Alguns fatores têm demonstrado prognóstico positivo: bom nível sócio-econômico, peso corporal baixo, boa função pulmonar, boas funções mentais, ausência de diabetes mellitus e hipertensão arterial e participação em atividades físicas e sociais.

 

Tudo o que acontece nos nossos 50 primeiros anos de vida tem muito que ver com o que acontecerá na nossa velhice, a prevenção do envelhecimento é possível com a modificação dos caminhos que conduzem às incapacidades e dependências.

 

As variáveis não controláveis antes dos 50 anos são: classe social dos pais, estrutura familiar, depressão e longevidade dos ascendentes, temperamento na infância e saúde aos 50 anos. Entre as de controle pessoal, destacamos: o abuso do álcool, o tabagismo, a estabilidade conjugal, o índice de massa corporal e as estratégias de enfrentamento das dificuldades e o nível educacional. Isso para os jovens é uma boa noticia: os fatores protetores estão sob controle pessoal: peso, exercício físico, nível educacional, não fumar nem beber, estabilidade emocional e habilidade de enfrentar os desafios.

 

Poder-se-ia aumentar a sobrevida consumindo menos calorias, comendo mais frutas, verduras e pescados e menos cereais e açucares refinados, gorduras, alimentos industrializados e lidando melhor com o estresse.  

 

ENVELHECIMENTO ATIVO E

 

EXITOSO

 

A Organização Mundial de Saúde )OMS) define o envelhecimento ativo como um processo de otimização das oportunidades para obter bem estar físico, social e mental e aumentar a expectativa de vida saudável, produtividade e qualidade de vida. Não há um padrão ideal de envelhecimento exitoso. Cada qual é o artífice do seu, sem que isso exima a sociedade da sua contribuição para transformar o envelhecimento habitual em satisfatório. 

(Fonte: Prevenção das dependências e envelhecimento saudável – J.M. Pérez Castejón (Diretor Assistencial da Clinica Barcelona, Barcelona, Espanha) – S. Durany Tiirk ( Unidade de Meia Estância, Clinica Barcelona) – A. Garrigós Toro (Unidade de Meia Estância, Clinica Barcelona) e Olivé Torralba (Unidade de Larga Estância, Clinica Barcelona).

                    

 

 
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Colaboração: SDI Projetos Audiovisuais